segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Mas de que me serve essa escola?

Hoje tem visita na aula

Em 09 de setembro deste ano, recebemos a visita do professor Antônio na aula de nossa disciplina (que disciplina? Essa aqui). Ele é professor da SEDF e ministra aulas ao EJA do Ensino Médio no turno noturno. Ele também leciona em uma escola particular de ensino regular. Muita conversa e uma reflexão, minha.
Ao construir  ideias sobre as metas da educação, discutimos, rapidamente, acerca da função dos conhecimentos que adquirimos no processo educacional. Sem recorrer a nenhuma referência além da experiência para fundamentar o que vou afirmar agora, parece haver um viés utilitarista quando falamos sobre os porquês de se buscar conhecimento. Por alguma razão, essa ideia me incomoda profundamente. Tal discurso parece suscitar uma concepção de que co-construir cidadãos conscientes e críticos não tem um impacto pessoal e social tão favorável quanto fabricar técnicos hábeis e úteis ao bom funcionamento das engrenagens da máquina de produção. Isso me faz pensar que talvez estejamos mais impregnados do ideal industrial do que gostaríamos, mas agora travestido de discursos ideológicos de realização pessoal tão bem desenhados que parece ridículo dizer “mas espera aí! Então quer dizer que se eu não puder demonstrá-lo em produtos, de nada serve meu conhecimento?”. Isso me parece demasiadamente torpe e temo que um ideal de vida, a meu ver, tão vazio de sentido seja reproduzido e reforçado exatamente nos espaços onde poderia ser ricamente problematizado, como nas escolas e universidade.

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